quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Nocaute



"Depois de ser nocauteada pela vida
aprendi a levantar e dar também.
Subi sem o topo medir,
lá de cima cai.
Mantive a cunduta
nao peguei carona
com nenhum filho da puta.
Depois de ser nocauteada pela vida
aprendi a levantar e dar também.
Chorei no cantinho.
Guardei minhas fraquezas
só mostro pra quem me quer
e me trata com gentileza.
Me curei na dor.
Sacrifiquei caminhos,
por sonhos.
Nao tiro onda de bacana
mas também não do mole pra sacana.
Engulo sapo
e reconheço de longe um pela saco.
Depois de ser nocauteada pela vida,
desafio qualquer um no ringue.
Olho no olho, porque minha estória
sou eu quem escolho".


"Arte Viva - poesias prosas e contos"
Sabrina Mata


4 comentários:

  1. Belo poema. Eu concordo contigo no ponto de que devemos sempre nos levantar de todos os tombos que levamos na vida, mas você não acha que você está sendo muito rigorosa com os homens nesse poema?? Nem todos são filhos da puta...

    Maurício L. Zink

    ResponderExcluir
  2. Acho que esse poema não é direcionado a homem nenhum, mas sim aos tombos que tomamos na vida e as pessoas no geral que cruzam nossos caminhos para nos ensinarem que a vida não é fácil, mas a dignidade pode ser conservada de acordo com as nossas próprias escolhas. Por ai...

    ResponderExcluir
  3. Tudo bem que se referiu ao tombo, mas será mesmo? Muitas coisas que escrevemos guardam insights que desconhecemos. Eu senti como um desabafo, uma saturação de determinadas relações vividas. Realmente seu escrito parece com um soco, mas não deixa de ser bem original.

    Bjo.
    Helio

    ResponderExcluir
  4. Como na vida, as vezes um beijo é digerido como um soco, ou um abraço como um sufoco. A idéia é seguirmos fortes e não infringirmos nossos valores, mesmo diante de tristezas, desapontamentos e rancores. Afinal de contas tudo passa...

    ResponderExcluir

É muito bom compartilhar idéias e pensamentos com vocês.

Obrigada!