quarta-feira, 27 de abril de 2011

"O Tal Casal" - Vanessa da Mata

Num resquício de menina com a cabeça nas nuvens e um lado de mulher vivida com os pés fincados no chão, sigo entre sonhos, vontades, ousadias e realizações. Queria tanto ver uma poesia minha virar composição e em melodia interpretada se tornar canção. Vou longe por dentro e por fora nas sombras da minha imaginação e me perco fácil na interpretação e letra desse som de Vanessa da Mata. O nome do álbum então, "Bicicletas, Bolos e outras Alegrias" uma graça, já diz tudo.



Depois que o mal tempo foi
Eu vi você chegando
Trazia o rosto doce, bom e aliviado
Nada mais incerto
Passava também um tempo
Voltávamos a ser então o tal casal
Apaixonado, apaixonado
Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim
Agora mais que nunca somos o tal casal
Apaixonado, apaixonado
E não adianta alguém
Querer que não seja assim
Isso aqui não é o mal
E se anula por si só
E não adianta ir
Tentar se esconder, fugir
Sabedor é quem está
Amadurece e recebe
O presente... presente...
Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim
Ninguém me faz sentir assim
Ninguém me faz sentir

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Desfrute da Estadia



Que eu te liberte,
odeio gente limitada 
e travada
ao meu lado.
Acho o preconceito
e o medo
pecado.
Ando do meu jeito,
sem ter pressa
e tempo a perder,
fazendo minha vida
acontecer.
Não espero nada
de você,
porque acredito em mim;
experiência me fez
assim.
Se cruzamos caminhos,
ao longo da estrada,
só me resta
contribuir
na sua jornada.
Essa sou eu,
não estou cobrando
nada.
Aproveite a estadia
e desfrute 
da minha companhia,
porque amanhã
será outro 
dia.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sabor de Atrevida



Era uma vez,
uma mulher em busca 
de aventuras,
que dispensava 
opiniões e aos poucos
abandonava
algumas frescuras
pelo caminho.
Naquela procura
insaciável  por emoções,
ela cruzou com vigaristas,
ilusionistas e canastrões,
mas nem por isso
se pois a ter medo
e continuou
a seguir 
cada vez mais,
sem olhar para traz.
Esquecia derrotas 
com facilidade 
e acreditava sem si
com voracidade.
Ela foi ficando forte,
por perdas, mortes,
lugares, ganhos
e dores irreparáveis.
Até reencontrar o amor
e acalmar 
por escolha própria.
Pois aprendeu
que a vida,
para ela tinha
sabor de atrevida
e só silenciava
por uma boa
saliva.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

"Pra Sonhar"- Marcelo Jeneci

Sempre sonhei com estórias de amor intensas e verdadeiras... além da linda composição poética de Marcelo Jeneci, o som da sanfona da um charme a parte nessa melodia. Ele escreveu essa canção para mulher dele... simples e inteira. Me encanta...


Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão
Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar
O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais
De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou:
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Pra contar

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Meu dia de Perdão



Quem te disse que a solução
estava na suas mãos;
certamente não sabia
que eu sou motivo 
da sua emoção.
Não vem bancar
uma de durão,
só porque machuquei
seu coração.
Vem meu amor,
vamos se amar
aqui mesmo, no chão.
Hoje é meu dia
de te pedir 
perdão.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Acabe mais Tarde



E as pessoas insistem
em me dizer que a paixão
é sofrimento, tormento,
procurar "sarna para se coçar".
E eu persisto na busca,
porque viver em emoções mornas,
me corrói, destrói aquela mulher fogosa,
que carrego em mim.
Sufoca a menina atrevida 
e faz sem graça, sem cor a estrada.
Como quem segue na vida,
cinza, nublado, fraco
sem saber o que é confiar
no seu próprio taco.
Não essa não é a minha personalidade,
de paixão e forte sensações,
depende a minha felicidade.
Que isso em mim,
só acabe mais tarde.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Estado de Amor



Ah o amor... 
esse sim tem força,
move montanhas, 
volta no tempo,
avança, deslancha.
Reinventa estórias, 
fica preso na memória,
escrito numa arvore
e brilhante nos olhos dos amantes.
Mesmo que amargo,
pode se transformar em pecado,
segredo, desprezo
ou desejo incontrolável.
O amor constrói, 
seu lado negro destrói.
As vezes adoece,
reprime e liberta;
sem dúvidas é o sentimento
que mais nos afeta.
Não tem forma, nem forma;
muito menos hora certa.
É único por exatidão,
entrega e merecimento.
Recria saudade a todo momento,
também pode virar tormento,
lamento, mas quando chega
nem o mais tolo coração 
se agüenta.
A alma acalenta,
o sorriso fica estático
e a beleza realça por si só.
É muita coisa,
desenfreada, junta 
e consolidada.
É por fim o melhor sabor,
em meio há dor,
o estado de amor.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sem desdar o Nó



Então vem você 
e bagunça tudo de novo,
como se pudesse mexer
no intangível da minha alma.
Esfacelar toda a calma
que venho podando
desde a sua partida. 
Com novos recomeços
e diferentes saídas.
Dessa vez não vai rolar,
vou lutar para não me entregar.
Quando você estiver bem cansado,
quase desacreditado, sofrendo
por não me ter mais ao seu lado,
ai sim, quem sabe eu não volte a acreditar
em nós dois e volte a um tempo novo
com um amor velho, de forma madura.
Nunca mais insegura.
Então a gente arruma o relógio,
recria a estação e seguimos em paz.
Juntos sem desdar o nó, 
no caminho de um sonho só.