sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Amores Terráqueos


Quem nunca viveu um amor sem frescura,
cheio de sujeira, misturado com pureza.
Amor de fim de tarde, fim de noite e amanhecer.
Amor de sacanagem, com carinho de verdade.
Amor de palavras rústicas e de pegadas selvagens.
Amor de qualquer lugar, em pé, na festa ou no sofá.
Amor sem fé e sem flores.
Amor de cheiro, de pele e alma.
Amor que não traz calma.
Amor que arde, que invade,
que clama por mais e mais.
Amor de cama, de lama
de não sei quem mais se engana.
Amor bem ligeiro, de horas suadas
e atitudes insinuadas.
Amor de terra, terráqueos.
Amor de carne e osso,
que deixa marcas no pescoço,
que arranha, aperta, encaixa, completa...
que é gostoso, não tem parâmetros e conceitos.
Amor daqueles raros, que quando pega,
pega de jeito e quando acaba, finca no peito.
Amor que em loucura, satisfaz se aceito
e não procura por respeito.  



Um comentário:

  1. Um viva ao amor de qualquer forma! E um olhar mais aguçado para esses sem nexo...

    Adorei!

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